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Operação Call Center: polícia indicia 21 suspeitos de aplicar golpes na Internet

A quadrilha é investigada em 11 estados por suspeita de aplicar golpes através de plataformas digitais de compra e venda de produtos.

17/07/2018 08h14Atualizado há 12 meses
Por: Redação
Fonte: Portal o Dia

A Polícia Civil finalizou nesta sexta-feira (13) o inquérito da Operação Call Center, uma mega operação que tem como objetivo combater crimes e golpes praticados através de plataformas digitais de compra e venda de produtos e serviços. Ao todo, 21 pessoas foram indiciadas pelos crimes de falsidade ideológica, corrupção de menores, estelionato e organização criminosa. As informações são do coordenador da operação no Piauí, o delegado Matheus Zanatta.

De acordo com o delegado, o prazo para conclusão do inquérito terminava neste domingo (15) e, por conta disso, foram indiciados apenas os investigados presos. A estimativa é de que cerca de R$ 2 milhões foram roubados pela quadrilha através de golpes online. "No Piauí, apenas uma pessoa foi vítima do golpe no mês de maio. Depois disso, iniciamos as investigações e conseguimos impedir que mais 12 ou 13 pessoas também fossem vítimas", explica o delegado Matheus Zanatta.

O delegado esclarece que a ação criminosa era liderada por dois detentos de dentro de uma penitenciária localizada em Cuiabá, no estado do Mato Grosso. Além deles, mais 18 pessoas também foram presas na cidade de Cascaval, interior do Paraná. "Os mandados foram cumpridos dentro do presídio em que eles estão presos. Através desses líderes, eles praticavam os golpes em todo o Brasil pela internet", afirma.

Com a conclusão do inquérito, a Polícia Civil, com o apoio da Central de Inquéritos de Teresina, por meio do juiz Luiz de Moura Correa, bem como com a participação do Ministério Público Estadual, por meio do promotor José Eduardo Carvalho Araújo, da 53ª Promotoria de Justiça de Teresina, irá dar continuidade à operação, para investigar os suspeitos que continuam soltos. "Nós colhemos cerca de 40 interrogatórios, na cidade de Cascavel. Tem muita gente ainda para ser investigada", finaliza o delegado.

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