
O consumidor piauiense terá um alívio nas contas de energia elétrica em dezembro. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) anunciou a mudança para a bandeira tarifária amarela para o último mês do ano, em decisão válida para todo o Brasil, substituindo a bandeira vermelha que vigorou em novembro.
A decisão se baseia na previsão de chuvas superiores às registradas em novembro na maior parte do país, marcando a entrada no período chuvoso. Contudo, essa expectativa ainda está, em geral, abaixo da média histórica para o mês. Para o cliente no Piauí, a mudança de bandeira representa uma redução de 2,60% no valor total da fatura com tarifas reajustadas pela ANEEL a partir de 2 de dezembro. Enquanto a bandeira vermelha exigia R$ 4,46 adicionais a cada 100 kWh consumidos, a bandeira amarela reduz esse custo extra para R$ 1,885 a cada 100 kWh.
"As bandeiras são acionadas de acordo com o cenário de geração de energia no país. Quando o cenário de chuvas não é o ideal para as hidrelétricas, o país aciona mais as termelétricas, o que encarece o custo e o bandeiramento muda," explica Joaquim Milhomem, Gerente de Relacionamento da Equatorial Piauí.
Conheça os tributos e outros itens que compõe o valor pago na conta de luz.
Quando o consumidor paga a conta de luz no fim do mês, é comum imaginar que todo o valor cobrado fica com a distribuidora de energia. No entanto, a composição da tarifa envolve diferentes etapas do setor elétrico, além de tributos federais, estaduais e encargos definidos por lei. E a proporção pode surpreender: de cada R$ 100 que o consumidor paga, cerca de 29,10% desse valor que ficam de fato com a concessionária de energia. É com esse recurso que a distribuidora investe para levar a energia até a casa ou comércio do consumidor. Isso inclui a manutenção de mais de 80 mil quilômetros de rede elétrica espalhados pelo estado, operação de subestações, atendimento a chamados de emergência, poda de árvores, troca de postes e equipamentos, leitura de medidores, atendimento ao cliente e construção de novas obras.
“Com o percentual que nos cabe, a Equatorial Piauí realiza toda a operação e faz uma série de investimentos focados em mais qualidade e robustez no sistema elétrico piauiense, entregando obras que buscam contribuir com o desenvolvimento do estado, como novas subestações”, reforça Joaquim Milhomem, Gerente de Relacionamento da Equatorial Piauí.
A maior parcela da conta de luz, cerca de 37,55% (R$ 37,55 de cada R$ 100), é destinada à compra da energia elétrica nas usinas geradoras e o transporte dela pelas linhas de transmissão até chegar às cidades piauienses. Esse valor arrecadado vai para as empresas que geram a energia (hidrelétricas, eólicas, solares e termelétricas) e para as companhias que operam as grandes linhas de transmissão que cruzam o país. A Equatorial Piauí compra essa energia e repassa o custo, sem margem adicional. Por fim, os encargos que financiam políticas públicas do setor elétrico, como programas de energia renovável e eficiência energética
Outros 33,35% (R$ 33,35 de cada R$ 100), segunda maior fatia da conta, são destinados ao pagamento de impostos e tributos. Esses valores são repassados integralmente aos governos federal e estadual, além dos fundos setoriais estabelecidos por lei federal. A Equatorial Piauí faz apenas a arrecadação.
A distribuição do valor cobrado na conta de luz é definida e fiscalizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), que estabelece quanto vai para impostos, geração, transmissão e distribuição. Essas informações constam na fatura de energia que chega à casa de cada consumidor mensalmente, discriminando item por item.
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